Histórias pra lá de especiais #supercoruja

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 linda e emocionante!

Idas e vindas do médico e sempre a mesma resposta: “ o seu filho não tem nada”.

Importante refletirmos a partir deste relato sobre a importância da atualização na área médica e o papel da escola, que foi determinante na busca da mamãe por auxílio para o seu filho.

Agradeço imensamente à mamãe Alessandra por compartilhar essa história #pra lá de especial.

Agora falta a sua!!

HISTÓRIA DO WALLACE

Amado antes mesmo de chegar, o filho que toda mãe espera nasceu em 31 de março de 2002.

Wallace chegou!! Um lindo bebê de 3.750 kg e 51,5 cm. Cheio de vida e saúde. Era um lindo bebê agitado e chorava muito, o soninho durava apenas 20 minutos, somente no colo, era muito sensível ao barulho.

Com três meses de idade descobri que ele tinha refluxo, sua cama era inclinada, dormia praticamente sentado.

Com cinco meses de idade começou a sentar, com sete meses engatinhava.

Era um bebê lindo, esperto e sorridente. Gostava de brincar com garrafas pet e bichos de pano.

Com dez meses começou a andar e com um ano saiu das fraldas. Um ano e três meses e já falava “mamãe” e “papai”. Com essa idade iniciou na escolinha.

Alimentava-se bem e gostava dos alimentos.

No primeiro ano de escolinha a professora começou a observar que Wallace se isolava, não brincava com os amigos e nem participava de grupos de trabalho.

Procurei vários médicos e todos diziam a mesma coisa:  “seu filho não tem nada”.

Eu achava que era timidez.

Os anos se passaram e as dificuldades foram aumentando. Devido às observações da escola, retornei ao médico e a resposta foi a mesma.  “Seu filho não tem nada”.

Wallace gostava de astronomia e queria ser astrônomo. Sempre organizado, não gostava de bagunças.

Por volta dos seis anos começou a enrolar o cabelo no dedo e puxar; cortei os seus cabelos. Depois, a morder os dedos até formar calos. Na escola, mordia lápis, borracha e apontador. Nesse tempo me senti PERDIDA, não sabia o que fazer!

E os médicos seguiam com a mesma afirmação: “seu filho não tem nada”.

Wallace sempre chorava muito e questionei-o sobre o que estava acontecendo. Ele me contou que estava sofrendo BULLYING na escola.

Com oito anos iniciei a medicação, mas não resolveu nada e causou gastrite.

Parei com os medicamentos e resolvi não mais levá-lo ao neurologista, pois fiquei com medo.

Na escola, frequentava a Sala de Recursos. Com onze anos foi transferido para outra escola, porque lá poderia dar continuidade ao atendimento que já recebia na Sala de Recursos. Frequentou essa escola até o sétimo ano. Com doze anos mudou novamente de escola, apresentando as mesmas dificuldades.

Com ajuda e orientação de professores e equipe pedagógica da atual escola em que se encontra, decidi levar Wallace a uma instituição onde foi diagnosticado com AUTISMO CLÁSSICO, em onze de maio de 2016, com o CID F84.

ENCERROU-SE UMA ETAPA PARA INICIAR OUTRA, SÓ QUE AGORA COM UM DIRECIONAMENTO E A CERTEZA DE QUE TUDO VALEU A PENA.

DEUS ABENÇOE!

MEU NOME É ALESSANDRA F. SANCHES,
MÃE DO WALLACE.

essa

 

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